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Líquido de arrefecimento: quando trocar? Pode ser completado com água?

Quando se fala em manutenção preventiva, a ideia que, na maioria das vezes, vem na cabeça do condutor é a troca de algumas peças e a substituição do óleo do motor, que possui uma data de validade. Entretanto, o líquido de arrefecimento, que é importantíssimo para o bom funcionamento do veículo, é geralmente esquecido ou até ignorado.

O fluido de arrefecimento, como o próprio nome sugere, é o responsável por resfriar o motor do carro. Devido à queima de combustível, a temperatura da unidade motriz pode ultrapassar os 100ºC,  e o superaquecimento de seus componentes pode resultar em danos ou mau funcionamento do veículo.

O que é o líquido de arrefecimento

Também conhecido como líquido do radiador, ele é o responsável por manter uma temperatura ideal para que o motor trabalhe com eficiência. O líquido circula dentro do motor, passando pelo bloco e cabeçote, e tem sua temperatura elevada devido à queima da mistura ar-combustível. Esse calor é transportado para fora do motor por meio de dutos e mangueiras que o conduzem até o radiador.

No radiador, o líquido de arrefecimento passa por serpentinas, onde tem sua temperatura reduzida pela ventilação natural, pois fica na parte frontal do carro e – quando necessária – também à ação de um ventilador mecânico ou elétrico. Volta então ao motor, com sua temperatura reduzida. O sistema é acionado por uma bomba de água mecânica ou elétrica.

Composto por água desmineralizada aditivo (etilenoglicol), a mistura reduz a possibilidade de ela ferver, aumentando a temperatura necessária de ebulição. Reduz também o ponto de congelamento do fluido permitindo bom funcionamento à baixa temperatura ambiente.

Troca do líquido de arrefecimento

Não existe um padrão para a substituição do líquido de arrefecimento, que pode variar de acordo com o fabricante do veículo. Alguns indicam a primeira substituição ao atingir 30 mil quilômetros ou um ano. Outros dizem que a troca deve ser realizada aos 120 mil quilômetros ou 5 anos.

Mas a maioria recomenda a substituição a cada dois anos. Por isso, é extremamente importante seguir o que recomenda o manual do proprietário.

Sinais de problema no sistema de arrefecimento

Se você desconfia que o seu sistema de arrefecimento esteja com algum mau funcionamento, é importante ficar de olho em alguns sinais antes de levar o carro à oficina. São eles:

Marcador de temperatura

É recomendado sempre acompanhar o marcador de temperatura presente no painel. Essa é uma tarefa simples e que pode ser feita com o veículo em funcionamento.  Se a temperatura aumentar e/ou a luz de alerta acender, é sinal de que o fluido está abaixo do nível ou que existe um possível vazamento no sistema.

Nível do fluido

O sistema de arrefecimento é fechado, o que significa que não tem para onde o seu líquido evaporar. Se o nível do fluido está abaixo da marca de mínimo, significa que algo está errado.

Caso isso aconteça, o mais provável é que alguma peça que compõe o sistema está danificada, ou então existe algum vazamento. Se o problema é a vazão, é possível notar uma água (normalmente com uma alteração na cor, sendo avermelhada, azulada ou esverdeada) no chão.

Posso completar a água do radiador?

É comum pararmos em postos e os frentistas, ao verificarem o nível da água do radiador, perguntarem se pode completar o nível com água. E a resposta é não! Como o sistema é fechado e não tem para onde o líquido evaporar, completá-lo seria apenas camuflar um problema que precisa ser encontrado.

Além disso, água no radiador é apenas para alguns automóveis mais antigos com carburador. Carros mais modernos carburados ou que já contam com injeção eletrônica utilizam outra substância: água desmineralizada com aditivo chamado etilenoglicol.

O aditivo, além de evitar que o líquido ferva, serve para evitar o processo corrosivo, que pode danificar alguns componentes metálicos no motor.

Ademais, utilizar água de torneira pode ser uma grande dor de cabeça, pois contém muitos compostos minerais que poderão se agregar internamente ao motor. Como por exemplo em algumas regiões do Brasil, onde há a chamada “água dura”, que é rica em cálcio e pode formar uma parede em volta dos cilindros, prejudicando a refrigeração.

Entretanto, pode acontecer algum acidente em que o fluido vaze e seja necessário sair do lugar com o carro até chegar em um local para solucionar o problema. Em um cenário como esse, caso não tenha nenhuma substância apropriada para utilizar, recorre-se à água comum mesmo. Contudo, é importante ressaltar que, ao chegar à oficina, será preciso esvaziar todo o sistema, fazer uma limpeza e resolver o vazamento para, depois, adicionar o fluido novo.

Fonte: https://autopapo.uol.com.br/noticia/liquido-arrefecimento-manutancao/

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