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Campeões do custo-benefício

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Uma das maiores dúvidas quando vamos comprar um carro, é como ‘saber qual o carro ideal?’. Faz sentido: afinal de contas, ninguém quer correr o risco de aplicar seus investimentos em um veículo que não atenda as suas necessidades.

Levando esse importante fator em consideração, analisamos os principais segmentos do mercado nacional em busca dos campeões da relação custo-benefício.

Chegamos a alguns modelos completamente diferentes entre si, mas com um ponto em comum: todos oferecem qualidades únicas em seus segmentos por um valor que, se não é barato, fica bem abaixo da concorrência.

Talvez você conteste algumas decisões. Essas respostas estão nos parágrafos abaixo.

 

Peugeot 208 Activ 1.2 PureTech – R$ 52.290

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Economizar combustível é palavra de ordem no Peugeot 208. Apesar de ter perdido 3 cv e 1 mkgf de torque em relação ao antigo 1.5, o consumo do novo motor 1.2 Puretech caiu em até 37%. Seguindo nosso padrão de testar veículos com gasolina, o 208 fez 12,5 km/l na cidade e 17,2 km/l na estrada, superando outros modelos equipados com motor 1.0 tricilíndrico, como Fox, Ka e HB20.

Dentro da linha 208, a versão com melhor relação custo-benefício é a Active. Embora a Peugeot ofereça um pequeno desconto para as unidades 2016/16, prefira as unidades 17/17 (R$ 52.290), que terão menor desvalorização.

Nessa configuração, o 208 supera a concorrência em acabamento e lista de equipamentos, oferecendo ar-condicionado, direção elétrica, volante multifuncional, coluna de direção com regulagem de altura, central multimídia com Apple CarPlay e Android Auto e vidros elétricos nas quatro portas.

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O belo design ainda atrai olhares pelas ruas, principalmente após a reestilização de 2016. Por dentro, destaque para a excelente posição de dirigir, graças ao volante de menor diâmetro (e ótima empunhadura) e o painel em posição elevada.

Seu ponto fraco é o desempenho: o compacto se comporta pouco melhor que um 1.0 nas acelerações, levando 14,8 segundos para atingir os 100 km/h. Os tempos de retomada também não são animadores, precisando de 22,6 segundos para ir de 80 a 120 km/h.

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Já o câmbio manual de cinco marchas é bem escalonado, mas poderia ter engates mais curtos. Mesmo assim, quem quer fugir da simplicidade dos populares encontra no 208 uma pedida ideal, aliando a racionalidade de um carro econômico com um refinamento acima da média do segmento.

Teste de pista (com gasolina)

  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 14,8 s
  • Aceleração de 0 a 1.000 m: 36 s
  • Retomada de 40 a 80 km/h (em D): 9,4 s
  • Retomada de 60 a 100 km/h (em D): 13,7 s
  • Retomada de 80 a 120 km/h (em D): 22,6 s
  • Frenagens de 60 / 80 / 120 km/h a 0: 18,2 / 31,3 / 75,2 m
  • Consumo urbano: 12,5 km/l
  • Consumo rodoviário: 17,2 km/l

Ficha técnica – Peugeot 208 1.2

  • Motor: flex, diant., transv., 3 cil., 1.199 cm³, 12V, 90/84 cv a 5.750 rpm, 13/12,2 mkgf a 2.750 rpm
  • Câmbio: manual, 5 marchas, tração dianteira
  • Suspensão: McPherson (diant.), eixo de torção (tras.)
  • Freios: disco solido (diant.)/tambor
  • Garantia: 3 anos
  • Revisões (três primeiras): R$ 1.444
  • Seguro: R$ 3.411

Renault Sandero R.S. – R$ 63.750

Sabemos que o Renault Sandero, assim como o Logan, foi desenvolvido para ser um automóvel grande, simples e barato. A surpresa está em sua versão esportiva, preparada pela divisão francesa Renaultsport para seguir à risca as mesmas máximas – e que até ganhou elogios lá na França.

Em tempos de compactos esportivos definidos por adesivos e plásticos, o Renault Sandero R.S. representa o esportivo raiz.

Tem o grande motor 2.0 com coletor de admissão otimizado exclusivamente para ele render 150 cv de potência e 20,9 mkgf de torque, além de um câmbio manual de seis marchas.

Some ainda suspensão mais baixa, com molas mais rígidas e barras estabilizadoras reforçadas, rodas de 17 polegadas, bancos esportivos e vários adereços estéticos. Tudo isso por R$ 63.750.

Tem quem prefira pagar R$ 65.700 em um Sandero Stepway 1.6 automatizado – ou um pouco menos (R$ 63.250) por um Hyundai HB20 R-Spec sem nenhuma alteração mecânica.

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Apesar de não perder o espírito simplório do Sandero, o R.S. tem tudo que um compacto completo deve ter, como ar-condicionado automático, controles desestabilidade e tração, assistente departida em rampa, central multimídia com GPS, vidros elétricos com função “um toque”, direção eletro-hidráulica e volante e pomo do câmbio revestidos de couro.

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Também dispõe de equipamentos bem-vindos a um esportivo, como o seletor demodo de condução, que em modo Sport deixa o acelerador mais arisco e mantém o giro do motor elevado, e em modo Sport+ desliga todas as assistências eletrônicas – importante para track days, pois o controle deestabilidade não é muito permissivo.

O câmbio (infelizmente menos preciso que o desejável para um esportivo) tem relações curtas que, combinado ao ronco grave, transformam o Sandero R.S. em um carro instigante como nenhum outro compacto esportivo.

Teste de pista (com gasolina)

  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 10 s
  • Aceleração de 0 a 1.000 m: 31,6 s
  • Velocidade máxima: 202 km/h
  • Retomada de 40 a 80 km/h (em D): 5 s
  • Retomada de 60 a 100 km/h (em D): 6,5 s
  • Retomada de 80 a 120 km/h (em D): 8,8 s
  • Frenagens de 60 / 80 / 120 km/h a 0: 16,1 / 27,1 / 63,7 m
  • Consumo urbano: 8,6 km/l
  • Consumo rodoviário: 14 km/l

Ficha técnica – Renault Sandero RS

  • Motor: flex, diant., transv., 4 cil., 1.998 cm³, 16V, 150/145 cv a 5.750 rpm, 20,9/20,2 mkgf a 4.000 rpm
  • Câmbio: manual, 6 marchas, tração dianteira
  • Suspensão: McPherson (diant.), eixo de torção (tras.)
  • Garantia: 3 anos
  • Revisões (três primeiras): R$ 1.635
  • Seguro: R$ 3.230

Hyundai Tucson GLS 2.0 – R$ 74.990

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O Tucson é como boa parte dos jovens de Seul: nasceram na Coreia do Sul, mas têm costumes dos americanos. Pedal de acelerador articulado, volante com aro fino, iluminação verde no interior e bancos pouco anatômicos remetem aos carros do segundo governo Clinton (1997-2001). Ainda assim, esta máquina do tempo feita em Anápolis (GO) desde 2010 tem o melhor custo-benefício entre osSUVs.

Um Duster básico, Expression 1.6, sai por R$ 71.000. Já o Tucson é vendido em versão única por R$ 74.990.

Nele, ar-condicionado automático digital, central com GPS (com Bluetooth só para chamadas), bancos de couro, faróis com acendimento automático, retrovisores eletricamente rebatíveis e ajuste de altura do banco do motorista e volante são de série.

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É verdade que faltam computador de bordo, piloto automático e controles de estabilidade e tração, mas eles também estão ausentes dos concorrentes com preço parecido.

E o velho Tucson é o único com vidro traseiro basculante e porta-malas (deenormes 528 litros) todo revestido de plástico – dá para levar sacos de gelo para o churrasco sem dor na consciência.

Por ser largo, tem espaço interno melhor do que nos SUVs derivados decompactos. Três pessoas se acomodam no banco de trás sem reclamar, graças ao assoalho plano.

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A mecânica é datada: o motor 2.0 flex de 146 cv tem projeto antigo e o câmbio automático de quatro marchas dificulta tudo, mesmo quando se usam as trocas sequenciais na alavanca. Com 0 a 100 km/h em 14,4 segundos, é 0,1 segundo mais lento que o Jeep Renegade 1.8 flex.

A suspensão que faz do Tucson duro em piso irregular não evita que a carroceria incline em curvas. Nesse ponto, está mais para uma Blazer do que para um Renegade. Não tem jeito: ele está aqui por ser bem barato, e só é barato por ter projeto antigo.

Teste de pista (com gasolina)

  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 14,4 s
  • Aceleração de 0 a 1.000 m: 36 s
  • Velocidade máxima: 174 km/h
  • Retomada de 40 a 80 km/h (em D): 6,4 s
  • Retomada de 60 a 100 km/h (em D): 8,1 s
  • Retomada de 80 a 120 km/h (em D): 11,2 s
  • Frenagens de 60 / 80 / 120 km/h a 0: 17,6 / 31,3 / 70,5 m
  • Consumo urbano: 6,8 km/l
  • Consumo rodoviário: 10,2 km/l

Ficha técnica – Hyundai Tucson GLS

  • Motor: flex, diant., transv., 4 cil., 1.975 cm³, 16V, 146/142 cv a 6.000 rpm, 19,6/19 mkgf a 4.500 rpm
  • Câmbio: aut., 4 marchas, tração dianteira
  • Suspensão: McPherson (diant.), Duplo A (tras.)
  • Garantia: 5 anos
  • Revisões (três primeiras): R$ 3.130
  • Seguro: R$ 4.131

 

Fonte: 4Rodas

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