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Descubra mitos e verdades sobre a suspensão do carro

Consultor explica por que o item é tão importante para garantir segurança

Que atire a primeira pedra quem nunca passou por um buraco e logo imaginou futuros problemas na suspensão do carro. Mas, embora, esse componente seja bastante conhecido entre os motoristas, poucos sabem de fato qual é a sua real função. “A suspensão do veículo é um conjunto de peças (amortecedores, molas, bandejas, braços, pivôs, buchas, barra estabilizadora e bieletas) responsáveis pela interação do carro com o solo. É um item vital para dar controle de direção, proporcionar estabilidade em freadas, curvas e conforto para os ocupantes do veículo, além de garantir o contato dos pneus com o solo”, explica o consultor Olivio Netto, da ON Consultoria Automotiva.

Veja agora mitos e verdades que envolvem a suspensão do veículo:

A suspensão aumenta a vida útil do carro e garante mais segurança (VERDADE)
Segundo OIivio Neto, a suspensão é um item de segurança ativa do veículo. Se a suspensão não existisse, a vida útil do veículo diminuiria drasticamente por causa dos fortes impactos sofridos, causando trincas no chassi e/ou carroceria, além de comprometer a segurança dos ocupantes.

A suspensão é igual para todos os veículos (MITO)
“Os engenheiros desenvolvem a suspensão com o intuito de encontrar um equilíbrio entre conforto e segurança, sempre observando as características de cada projeto. Ou seja, veículos esportivos são, geralmente, mais desconfortáveis do que veículos familiares, porém mais estáveis, e vice-versa”, esclarece Olivio Neto.

Existem vários tipos de sistemas de suspensão (VERDADE)
“Existem sistemas de molas e de amortecedores, por exemplo. Um amortecedor pode ser hidráulico, eletrônico ou a ar. Também existem os sistemas de suspensão independente, a ar, com molas helicoidais, com feixes de mola, com barras de torção e muitos outros”, diferencia o consultor.

Carregar peso desnecessário pode comprometer a suspensão (VERDADE)
Segundo Olivio Neto, o bom senso é fundamental quando o assunto é automóvel. É esse bom senso que proporciona conforto, economia e, principalmente, segurança. “Com a suspensão, não é diferente. O motorista deve diminuir a velocidade e transpor os buracos com cuidado. Deve evitar carregar peso inútil com frequência, pois isso ajuda a reduzir a vida útil dos componentes da suspensão. Para veículos blindados e que, portanto, têm peso extra, é recomendável adiantar a revisão, não só da suspensão, mas de todo o carro em 10.000 quilômetros. Ou seja, se um fabricante determina uma inspeção geral na suspensão com 40.000 quilômetros, a verificação do sistema deve ser feita com 30.000 quilômetros nos carros blindados”, orienta o consultor.

Suspensão com problemas graves não causa acidentes graves (MITO)
“Rodar com a suspensão ruim compromete a segurança dos ocupantes do veículo e pode causar acidentes graves. Em curvas, por exemplo, os amortecedores não vão conseguir conter a rolagem da carroceria e podem fazer o motorista perder o controle”, diz Olivio Neto.

Suspensão ruim desgasta os pneus (VERDADE)
“Caso os componentes da suspensão estejam comprometidos, a não substituição deles pode ocasionar desgaste acentuado dos pneus e de outros itens. Quando o assunto é carro, sempre que a manutenção preventiva não é realizada corretamente, o gasto será muito maior com a manutenção corretiva”, avalia o consultor automotivo.

Só o amortecedor merece atenção quando o assunto é suspensão (MITO)
Segundo especialistas os amortecedores são os principais componentes do sistema de suspensão, pois servem para controlar as oscilações das molas, mas existem outros componentes importantes, como as molas, que são responsáveis pelo alinhamento, equilíbrio, controle da altura do automóvel em relação ao solo e absorção de impactos. “Além disso, há o braço oscilante (ou bandeja), que liga a roda ao chassi por meio de pivôs (ou pinos esféricos) e buchas, responsável também pelo conforto e estabilidade do veículo, já que ajuda a filtrar as irregularidades. A peça também determina o alinhamento das rodas e permite os movimentos verticais da suspensão. O pivô de suspensão (ou pino esférico) permite a articulação da roda e sustenta todo o peso do conjunto, já a bucha, é responsável por ligar os componentes móveis da suspensão à carroceria e garantir movimentação, enquanto que o rolamento de roda, é um sistema de esferas que aliviam o atrito ao rodar. Ou seja, proporcionam menos esforço na rolagem das rodas. As homocinéticas têm a função de transmitir a força do motor para as rodas e a barra estabilizadora, como o próprio nome sugere, mantém a estabilidade. A bileta faz a ligação da barra estabilizadora com a carroceria e o coxim liga o conjunto da mola com o amortecedor à carroceria”, explica Olivio Neto.

A suspensão dá sinais quando precisa ser trocada (VERDADE)
“Geralmente, os fabricantes determinam que o conjunto de suspensão deve ser inspecionado e ter alguns itens trocados com 40.000 quilômetros, em média. Existem diversos fatores envolvidos, como arquitetura da suspensão e componentes utilizados, condições de solo em que o veículo costuma rodar, hábitos do motorista, características e propostas do veículo. Mas a suspensão dá sinais de cansaço, como perda da estabilidade, barulhos (batidas fortes, de peças soltas, ruídos metálicos ou com barulho seco) e alteração na dirigibilidade. O amortecedor, por exemplo, também pode indicar visualmente que está comprometido porque tende a ‘suar’, permitindo a entrada e acúmulo de sujeiras. Em caso de pingos de óleo nas rodas, a chance é grande de o amortecedor estar estourado. Outro sinal de que a suspensão está cansada é quando o veículo oscila mais do que o normal conforme anda pelo asfalto”, avisa o consultor automotivo.

O preço dos amortecedores pode ultrapassar R$ 10 mil em veículos de alto luxo (VERDADE)
“O preço dos amortecedores, em média, para um Chevrolet Celta, por exemplo, chega a R$ 300 o par. O valor pode chegar a até R$ 6.500 para um Hyundai Vera Cruz e existem versões mais caras, para veículos de alto luxo ou desempenho que podem ultrapassar tranquilamente os R$ 10 mil. Em resumo, o valor médio para a troca dos principais itens, inspeção e mão de obra, é de R$ 1.500 para veículos de categoria mais simples ou média.  Não é recomendável que os amortecedores sejam recondicionados, por causa do óleo recolocado na peça e do desgaste natural das partes internas do amortecedor, a eficiência não será como a de uma peça nova e original. Também é necessário trocar os pares para que o conjunto fique equilibrado”, orienta Olivio Netto.

Fonte: noticias.r7

 

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